Considero os estacionamentos, particulares ou públicos, nas cidades maiores, uma necessidade real. É impossível que, quem chega primeiro, tome conta de uma vaga e lá fique, como proprietário único do espaço, por muitas horas, às vezes, todo o dia.
No centro das cidades e nas zonas de comércio, a rotatividade é fundamental e, certamente, muito apreciada pelos que dependem dela para suas atividades.
Já deve ter dado para perceber que não sou contra essa fonte de renda muito útil e que até gostaria de ser proprietária de alguma delas.
Em Novo Hamburgo, desagradam-me os azuizinhos que só aparecem na hora de multar e não estão disponíveis quando se quer comprar um cartão de estacionamento.
Já em São Leopoldo, o sistema é mais moderno. O número de parquímetros, nas ruas centrais, facilita o uso. A frase estampada no verso do cartão de regularização da via do recibo do usuário da zona azul diz bem da sua necessidade: “O que era privilégio de poucos, passou a ser direito de todos.
Que é que tenho a reclamar então? E, será que outros mais queixam-se do serviço? Lá vai a história. Na última quinta-feira, buscando um amigo na cidade, devo ter dado pouca atenção à localização de parquímetros (afinal não sou da terra – a placa do meu carro é de Porto Alegre). Quando cheguei de volta, tinha sido multada. Estava na rua Primeiro de Março. Pensei em saldar imediatamente a dívida, para não ter que voltar só para esse fim. Fui até a Rua Grande e, na esquina do Banco do Brasil, vi uma funcionária da Zona Azul do outro lado da rua. Abri o vidro e perguntei se poderia fazer para ela o pagamento. Ela confirmou, atravessou a rua e passou a preencher o recibo. Estendi uma nota de vinte reais e a moça assustou-se. Não tenho troco. Nem eu tinha uma nota menor. Ela não tomou nenhuma iniciativa. Perguntei onde poderíamos trocar o dinheiro. Ela não sabia. Disse que poderia esperar por mim, se eu fosse trocar, mas manteve com ela o meu recibo. E eu saí, subi uma quadra ou duas, depois entrei à esquerda, desci a Marquês do Herval e fui parando diante de cada casa de comércio e perguntando se trocariam R$20,00 por duas de dez. Ninguém trocou. Então, diante de uma loja de produtos de aniversário, balões e agrados para crianças, resolvi comprar uma bugiganga e me libertar do problema. Voltei à Rua Grande, parei ao lado do Banco do Brasil e passei a tocar a buzina, porque a moça não estava à vista. Finalmente apareceu junto com um policial que também tinha atendido às minhas buzinadas. Vim para casa aborrecida com o incidente. Vale a Zona Azul que permite a rotatividade, mas é inadmissível que os funcionários não tenham como facilitar a vida de quem estaciona e está disposto a pagar por isso, mas gostariam de ter mais rapidez na hora do pagamento. Que tal, imitar Gramado onde os funcionários tem à mão uma pochete com trocos, notas e moedas para atender a quem nem é da terra e não tem obrigação de trazer o dinheiro trocado para pagar e, mais ainda, saber os valores com que deverá fazê-lo? Pesquisei e descobri que até os da cidade reclamam.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
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Ana gostei do teu comentario. é um atraso isto que ocorre em N.H. No supmercado é o mesmo problema. Os caixas nunca tem troco. As vezes ficamos 10 ou 15 minutos até alguem se digne a trazer troco. bjo.
ResponderExcluirLourdes.